
Começo dizendo que o brega é tão amor que quando as bregueiras se juntam só pode dar o quê? Amor, união, amizade, o caminho é esse. Em um desses encontros surgiu a banda AMIGAS DO BREGA, composta por Palas Pinho (aquela mesmo da Banda Ovelha Negra, a do "amor de rapariga não vinga, não..."); Dayanne Henrique (aquela mesmo do Frutos do Amor, a do "vou arrancar do meu diario..."; Dany Myler (aquela mesmo da banda Lolyta, a do "é desse jeito, pra rebolar..."; e a recém-saída da banda Isa Falcão (aquela mesmo da banda Espartilho, a do "essa saudade grita no meu peito..."). Vem conhecer um pouco como surgiu tudo isso.
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| Dany, Palas, Dayanne e Isa, quatro mulherões. |



A gente aqui fala em música, em união, em brega, mas a gente sabe que quando as mulheres se juntam, estão na mídia, são lindas e determinadas às vezes rola um preconceito né? A mulher vira objeto de sedução e pronto, parece que a gente é apenas um corpo sensual e não um ser humano que tem sonhos, objetivos e talentos. Para Palas Pinho, "a mulher se empoderou e tomou conta do brega romântico, somos tratadas hoje com respeito e admiração", comprovando que o objetivo do projeto vem sendo atingido, para Dany Myler. Em muitos casos o preconceito vai além do gênero. Muitos consideram o brega como uma música inferior, de baixa qualidade - e isso venho falando e discutindo desde a origem do blog, em 2010 - sendo reflexo em muitas festas no estado, como o carnaval. Bandas recifenses de brega ficam de fora de grandes eventos, sendo o brega raiz "restrito" a periferias ou festas particulares. "As pessoas não entendem que trabalhar em banda é coisa séria, é um trabalho como qualquer outro", completa Isa, reforçando que existe preconceito sim no mundo brega, mesmo sentimento expressado por Dayanne.












