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9 de ago. de 2018

Amigas que o brega uniu

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Começo dizendo que o brega é tão amor que quando as bregueiras se juntam só pode dar o quê? Amor, união, amizade, o caminho é esse. Em um desses encontros surgiu a banda AMIGAS DO BREGA, composta por Palas Pinho (aquela mesmo da Banda Ovelha Negra, a do "amor de rapariga não vinga, não..."); Dayanne Henrique (aquela mesmo do Frutos do Amor, a do "vou arrancar do meu diario..."; Dany Myler (aquela mesmo da banda Lolyta, a do "é desse jeito, pra rebolar..."; e a recém-saída da banda Isa Falcão (aquela mesmo da banda Espartilho, a do "essa saudade grita no meu peito..."). Vem conhecer um pouco como surgiu tudo isso.


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Dany, Palas, Dayanne e Isa, quatro mulherões.
A ideia da banda surgiu com Palas Pinho, onde inicialmente a intenção era juntar as cantoras para divulgar e fortalecer o movimento brega, com grupos de divulgação e espaços de conversa. O sucesso do projeto foi tão grande que o público começou a pedir shows e logo surgiu a banda "Amigas do brega". Para essas amigas, o brega é "um movimento periférico genuinamente pernambucano que me move e me faz viver" (Palas), além de fonte de renda pra muita gente e expressão de amor pela música.
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Com relação ao estilo musical brega, desde os programas de auditório até hoje, algumas mudanças aconteceram. Sempre que faço essa pergunta, seja a bregueiros, cantores, artistas e produtores, muitos dizem que o brega não é mais o mesmo; artisticamente falando melhorou bastante, mas o romantismo se perdeu em algumas canções. Para Palas, o brega evoluiu muito musicalmente, hoje existe mais qualidade musical, além de que "os músicos conseguiram inovar e deram identidade musical ao brega Pernambucano que antes era uma cópia do brega do Pará". Isa Falcão reforça a ideia de qualidade musical e completa: "o brega sempre se renova, hoje existem as possibilidades de divulgações como redes sociais, hoje as bandas tem mais recursos, estão até mais apresentáveis, mais profissionais, antes era tudo muito amador". 
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A gente aqui fala em música, em união, em brega, mas a gente sabe que quando as mulheres se juntam, estão na mídia, são lindas e determinadas às vezes rola um preconceito né? A mulher vira objeto de sedução e pronto, parece que a gente é apenas um corpo sensual e não um ser humano que tem sonhos, objetivos e talentos. Para Palas Pinho,
"a
 mulher se empoderou e tomou conta do brega romântico, somos tratadas hoje com respeito e admiração", comprovando que o objetivo do projeto vem sendo atingido, para Dany Myler. Em muitos casos o preconceito vai além do gênero. Muitos consideram o brega como uma música inferior, de baixa qualidade - e isso venho falando e discutindo desde a origem do blog, em 2010 - sendo reflexo em muitas festas no estado, como o carnaval. Bandas recifenses de brega ficam de fora de grandes eventos, sendo o brega raiz "restrito" a periferias ou festas particulares. "As pessoas não entendem que trabalhar em banda é coisa séria, é um trabalho como qualquer outro", completa Isa, reforçando que existe preconceito sim no mundo brega, mesmo sentimento expressado por Dayanne. 

A segunda tour está chegando e novidades vêm por aí. Após a saída de Isa Falcão estão informando na página oficial da banda no Facebook sobre uma nova integrante para o grupo, que será conhecida no primeiro show da turnê. Será eu? hahahaha. Será você? hahahaha. Vamos aguardar! Desde já desejo mais e mais sucesso, que vocês continuem lindas, guerreiras e abençoadas para fortalecer isso tudo que é nosso, o nosso brega.

Beijos!


29 de ago. de 2017

Lançamento do livro "Ninguém é perfeito e a vida é assim"

Thiago, Michelle e Palas
Melhor capítulo? hahaha
Mais do que um trecho de brega, agora o "Ninguém é perfeito e a vida é assim" também é literatura. Foi no dia 23 de Agosto de 2017 que o cenário brega pernambucano ganhou mais força, respeito e carinho com o lançamento do livro escrito por Thiago Soares, jornalista e professor da UFPE, adorador do brega muito antes dos programas de auditório. No evento estavam presentes amantes do brega, Michelle Melo (ex-Banda Metade, dona de todos os gemidos românticos musicais), Palas Pinho (ex-banda Ovelha Negra, ela mesma, da "Amor de rapariga não vinga não", Thiago Soares e demais parceiros da produção literária. 

De início houve a exibição do curta metragem "Estás vendo coisas", de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca retratando um pouco da rotina do brega como as festas, luzes e sons que permeiam nosso "país" Pernambuco e sua riqueza cultural. Após o curta, o que enriqueceu ainda mais o lançamento do livro "Ninguém é perfeito e a vida é assim: a música brega em Pernambuco" foi o debate entre Jader Janotti, Fernando Fontanella., Chico Ludermir e Thiago Soares. O tema principal remete ao brega como um estilo musical de baixa qualidade, "coisa de pobre", que faz insinuações sexuais e apelativas. Sabemos mais do que nunca de como isso retrata um estereótipo criado pela sociedade considerando que o que vem da periferia não tem qualidade ou denigre a imagem do ser humano. Se "numa letra de um brega se fala de amor", ao mesmo tempo, tem bregas que remetem a uma mulher vulgar, de corpo gostoso e sensual, que a torna passivelmente dominada pela figura masculina (que por sinal, em muitas músicas, pode botar gaia na mulher sem levar culpa). Toda essa discussão vem em cima de todo o contexto histórico da própria origem do brega, de onde ela se mostra, de quem consome - pobre e rico, branco e preto, homem e mulher - e de como é vista socialmente.

Eu e Thiago
.: Faço uma consideração ao que foi comentado lá: não basta falar sobre o brega, é preciso falar também sobre a quebra de paradigmas e esterótipos relacionados a mulher e o negro - duas identidades sociais muito discriminadas - que agora adentram nas universidades, nas diversas áreas de atuação de trabalho e na mídia. O que é falado em teoria, entretanto, muitas vezes não é visto na prática... Palas e Michelle, duas mulheres com rico conhecimento nas vivências de brega, não fizeram parte do debate. Acabei sentindo falta. Ainda, acredite se quiser, muita gente fala comigo na funpage como "Oi cara", "Quem é o donO dessa página?". A surpresa é grande quando digo que quem comanda o blog é uma donA. Até parece que mulher não tem conteúdo, não pode trocar conhecimento, só tem tempo pra cuidar da casa, marido e do corpo escultural em vez de escrever textos. Mais que citação, que nossa presença seja atuação :.

Thiago, te desejo todo o sucesso e saiba que o brega pernambucano sente-se muito feliz com tudo o que foi explorado no livro. Parabéns pelo empenho, parabéns pela coragem, parabéns pela criatividade e força que te fizeram realizar um projeto tão importante para a cultura pernambucana.

Beijo a todos!

27 de abr. de 2013

Quem aqui é barraqueira?

Eeeeeeu!
"Tem mulher ciscando aqui (...) Quando ele chega dou baculejo!" 


Arrasou!

25 de dez. de 2011

Versão brega de Broken hearted

Original - Broken hearted, de Beyoncé



Versão - Não venha mais me procurar, da banda Ovelha Negra.



Palas querida, não páro de ouvir viu? Hahahaha.
=*

8 de dez. de 2011

Homem safado tem que respeitar a mulher!

Isso mesmo Ovelha Negra!
Link

Pra baixar!

"Agora é quem vou sair
Você vai ver como é
Eu vou sair com o Antônio, eu vou sair com o José
Eu vou sair com o Paulo, eu vou sair com o André
Eu vou te botar o chifre na hora que eu quiser
HOMEM SAFADO TEM QUE RESPEITAR A MULHER!"

Luciano, Cacau, Ricardo...

19 de set. de 2011

Versão brega de "Love of all"

Versão de Love of all (Lóvovou, como cantam os calouros de Raul Gil) com banda Ovelha Negra. Mais uma pra coleção, porque já tem com Arquivo da Paixão também.



AMO!

8 de jul. de 2011

Pitu com limão - Ovelha Negra



"Garçom (esse é o queridão das músicas bregueiras)
Desce uma lapada de Pitu (olha o mershan...)
Que hoje, juro, eu preciso esquecer
Esse homem

Garçom, eu quero uma rodela de limão
Tá tão machucado o coração (machucado vai ficar o limão, coitado)
Por cada desse homem...

Deixa eu beber
Já não aguento mais a solidão
Traz a minha lapada com limão
Hoje eu vou beber a noite inteira (vai ficar beba doida)

(...)"

21 de fev. de 2011

Segunda negra, só se for com Ovelha

Segundo um tweet que deram RT, "É fato comprovado que quem diz 'Boommm Diaaa' no twitter em plena segunda feira, ganhou na loto, dormiu 12 horas ou fez sexo noite passada." Como tem gente (eu) que não tem nenhuma das 3 coisas, nada de tristeza. A segunda não deve ser negra, só deixo se for a Ovelha (sem graça ¬¬)

Mágica do amor
, abracadabra!

Pra baixar!

Perdi meu amor, com clipe bonito e letra



Original - I live my life for you, de Firehouse


Versão - Vou te amar assim


Boa segundaaaaa pra vocês!
=)

4 de nov. de 2010

Ovelha Negra pra vocêees

A música Top dessa banda é Amor de Rapariga, fato! Porém, Ovelha Negra tem outros sucessos, incluindo regravações. Vamos lá roer um pouquinho porque hoje o dia tá pedindo, sei não.

Porque brigamos. Antigona, música original de Diana, brega de natureza em letra e ritmo. Depois posto músicas dela aqui pra vocês conhecerem/relembrarem.

"Ó meu amado! Por que brigamôoooos?
Não posso mais viver assim
Sempre chorando (nem eu, a roedeira tá grande, hahahaha)
A minha paz estou perdendo
(perca não, please)
A nossa vida deve ser de alegria
(de everybody)
Pois eu te amo taaaanto"


Vem me amar


"Nem todo homem beija assim como você beeeija amor. Chupando a língua, tira a língua, bota a língua. Eu fico arrepiada!... O importante é que estou contigo". Huahuahuahuahua, história mulé. Depois ela mesma dia que "eu quero mesmo é beijar sua boca". Eu quero ser assim mamãe, bem decidida, kkkkkk.

Minhas fantasias. Essa eu não conhecia mas é boa viu? O ritmo é legal, o gemido e a letra pra cantar são mara. E a baixaria continua, não deixe o brega morrer.


8 de set. de 2010

Especialmente pras raparigas

Depois de acordar cedo, pegar engarrafamento, chegar muito tarde na facul e não ter cara de pau pra entrar na sala, venho com uma música "revoltada da vida!". Pra quem não lembra, não sabe ou finge que não sabe, rapariga em Portugal é o feminino de rapaz. No Brasil, a denotação é outra: amante, a outra, quenga, devassa e por aí vai, o sentido é sempre o mesmo. O que eu gosto nessa música é que além da letra ser mais baixa que eu, ela tem cara de barraco no Cais de Sta Rita às 6h da noite, do tipo que todo mundo olha e aplaude no fim. Sem mais delongas, vamos ao babado "Rapariga é você", da banda Beijo Bhom. Em seguida vem a resposta (se eu não me engano essa é a ordem dos fatos, haha).

A rapariga:


Pra baixar!

"Rapariga é você, mal amada (xinga e pisa no coração)
Não seja boba, ele engana você (tadinha)
Rapariga é você, mal amada
Não seja boba, ele não quer te ver.

Com muito carinho (seeei), conquistei seu amor (ô, que lindo)
Na minha cama ele geme sem sentir dor (geeeente do céu!)
Sempre me dá presentes, ele me traz flores (romântico ele né?)
Não lembra de você nem de outros amores"

* Desculpem-me pela qualidade do vídeo, mas a coreografia é algo fun-da-men-tal no brega.

A traída:


Pra baixar!

"Tire o meu nome da sua boca, cale a boca (já chegou chegando)
Não tem esse direito de me provocar
Já tomou meu homem, destruiu meu lar (mulher furacão)
E agora só quer se fazer de santa (sonsa, cocada de sal)
Pode ficar com ele, deixa a minha vida
Que eu não vou dar ouvido a uma rapariga (só o ouvido?)
Eu sei que ele pra mim vai voltar (mulher confiante é uma maravilha)

É uma questão de tempo ele te deixar! (tá vendo!)

Amor de rapariga não vinga não
Não tem sentimento, não tem coração (mas tem outras coisas)
Eu sei que logo ele vai perceber (quando não tiver nenhuma das duas)
Essa é a diferença entre nós duas
Todo homem quer uma mulher só sua (ou duas, três...)
Tô esperando ele vindo de você (ele vai voltar acabado, melhor arranjar outro)"

Moral da história: homem tá tão difícil que a mulher se sujeita a isso. O cara nem aparece, tá numa de gostosão e as duas ficam se estapeando com palavras, numa disputa mais emocionante que Irã e Iraque, com o KUwait no meio. O ó! Chama Cardinot ou Márcia Goldsjcnkuiumtlsd, quem sabe dá certo. Por outro lado, o que me faz também gostar mais ainda de brega é a intensidade da letra... Não existe máscara, filosofias tais e sim a realidade mesmo. Assim como existe o romantismo, os desejos inconscientes, a melodia, a poética e tudo mais de uma MPB por exemplo, existe a gaia, a quenga, a briga de casal, o barraco também. É uma questão de diversidade, apenas!

Beijoos!