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22 de fev. de 2012

Carnaval de Recife tava encangado de paraenses.

Pra quem só se fixou em Gaby Amarantos e Gang do Eletro (que querendo ou não é uma banda nova pro pessoal daqui) nem deve ter percebido a quantidade de músicos paraenses no carnaval de Recife. Tava tudo "encangado", agarrado, junto, aglomerado de artistas que eu só conhecia porque meus amigos paraenses indicavam. Gente que eu admirava de longe e que puder ver de perto.

Não fui pro show da Gang do Eletro por conta da chuva, afinal, tinha levado chuva a manhã inteira e já tava um bagaço. Mesmo assim acompanhei o show ao vivo pela net e achei massa, agitaram o pessoal!


(vídeo gravado por Recife Web)

Keila tremia mais que terremoto e eu invejava a disposição da garota. Os meninos fizeram a sua parte animando o público também. Só achei pouco tempo de show, mas isso fazia parte da programação, fazer o quê. Acordei no domingo (o show foi no sábado) com aquela sensação de "Poxa, fulerei demais em não ter marcado entrevista com o pessoal". Inclusive meu amigo Timpin fez o favor de me lembrar isso, passando na cara a minha incompetência, hahaha. Fui pras ladeiras de Olinda e meia hora depois Timpas me manda uma mensagem "Mandei o cel de Keila por dm (twitter), liga pra ela pra encontrar com eles no aeroporto". Ora, eu só ia olhar esse número quando chegasse em casa, ou seja, lá pra mais taaarde. Fui pro Bonfim encontrar com o pessoal e 10 minutos da tal mensagem de Timpas quem eu vejo, QUEM? Maderito! Sai correndo que nem louca e gritando "Aaaai, não acredito que encontrei vocês aqui! Timpin me mandou o número de Keila, eu ia ligar pra ver se via vocês!" Waldo na mesma hora "Eita, eu parei de filmar bem na hora que tu veio. Foi engraçado tu correndo lá de baixo gritando o nome de Maderito", hahaha #alocka. Pense na coincidência! Queiram ou não queiram os juízes, mas foi coincidência sim, tenho provas! Nisso como a besta aqui saiu sem câmera nesse dia, Waldo filmou um pedacinho no nosso encontro:

(aguardando Waldo Squash enviar o vídeo =D)

Dona Onete e toda a sua simpatia, com o cantor, compositor e músico Felipe Cordeiro, o guitarrista Pio Lobato, Luê Soares e Lia Sophia do lado, tocaram no Rec Beat e quando esse povo todo entrou no palco me arrepiei toda. Inclusive antes do show quem discotecou foi o adorado Patrick Tor4, o dj paraense/pernambucano mais nordestino que bolo de rolo. Adoro o ritmo, adoro os músicos, tudo lindo e contagiante. "Parabéns Recife por ser uma cidade que valoriza a diversidade musical", marromeno isso que ela falou. Tudo bem que tinha um pessoal no show que tava ali porque tinha Criolo depois, mas até quem não admira/conhece/gama no ritmo tava se mexendo.



Gaby fez um show maravilhoso no Pátio de São Pedro. Não vi seu show no pólo de Brasília Teimosa, mas depois de trancos e barrancos a vi no pátio. O som no início tava baixo, parecia que eu tava ouvindo tecnobrega no volume 10 do meu notebook, mas em certo momento Gaby perguntou se o microfone tava baixo e alguma alma caridosa do camarote fake (uma área entre o palco e o povão que tava mais cheio que bacurau no carnaval, todo mundo amigo dos funcionários da produção, parece) disse que sim. Som a postos! Tocou de tudo, até minha música favorita "Xarque" e nada de "Hoje eu tô solteira". Até homenagem pra Pernambuco teve!



A diva quer de fato tirar a imagem de "Beyoncé do Pará", o que tá surtindo efeito. A chama agora pelo nome, moral tá chegando! Por sinal a mesma cantou "Xirley" duas vezes, talvez por estar em Pernambuco - terra dos compositores - e música que deu o levante geral pra sua carreira. De lá Gaby foi pro palco do Marco Zero (o grande palco do carnaval recifense) para participar da apoteose fim-de-carnaval. Acabei não tirando foto com o pessoal da banda - não existe cantor sem músicos - o que por um lado fica aquele lance de "próximo show, é nós!". Feliz Robatto, te ouvi de perto. Novos amigos Diego e Gleidson, vocês arrasaram! Agora Gaby tava beba doida mesmo ontem, viu? hahahaha.



Vi Lia Sophia cantando com Dona Onete e achei massa a presença dela aqui, sigo a mesma no twitter e já tinha visto uns vídeos, tem tudo pra crescer musicalmente também. Tô eu lá no show de Gaby Amarantos quando Lia aparece de novo. Já que tá em Recife vamo simbora pra tudo que é show! Fui dormir com essa música na cabeça (que está cogitada pra fazer parte da trilha sonora da nova novela das 6, da Globo). Assim que Lia entrou no palco ouvi comentários "Caramba, ela é muito linda!". Mais do que linda ela é talentosa. Fazendo analogia, coisa que muitos cantores gostam apenas inicialmente pra alavancar (adoro essa palavra) a carreira. Lia Sophia é tipo uma Paula Fernandes do brega/carimbó, algo por aí.



Tem gente que pensa que carnaval é só beija beija, "sucesso" e cana no juízo. Pra mim carnaval é alegria, é colorido, é fantasia criativa e música boa. Fiquei bastante feliz com tudo o que o carnaval me proporcionou culturalmente.

Beijos!

14 de jul. de 2011

Quinta é dia de quê?

No Dona Carolina: Faringes da Paixão + Victor Camarote & Banda Arquibancada =

**************ORQUESTRA BREGAFÔNICA**************

Faringes da Paixão e Victor Camarote & Banda Arquibancada juntos, no mesmo palco, tocando o que há de melhor e mais caliente na música brega! O projeto continua nessa quinta-feira, com direito a open bar de vodka para as mulheres e lista de desconto para todos!

Dona Carolina - Av. Boa Viagem, 123 (Segundo Jardim, em cima do Alphaiate)
Quinta, 14 de julho, 21h
Open bar de vodka para as mulheres até 0h


No Francis Drinks: próxima quinta terá a edição #20 do Baile Tropical!


O balanço da música tropical invade a pista do Francis Drinks, no dia 21 de julho, na edição n.20 do Baile Tropical, festa de origem paraense que já viajou pelo Brasil e pelo mundo e que acaba de adotar Recife como sede. Esta edição conta com o DJ Patrick Tor 4, produtor do evento, que escalou o dj alemão Axe.L e e o convidado especial DJ 440, de Olinda. A entrada vai custar R$ 15,00 (na hora) e R$ 10,00 com nome na lista enviada para o tropicalbaile@gmail.com.
Conhecida como a festa da moderna música periférica, o Baile Tropical busca a mistura e a sintonia de ritmos originários de várias partes quente do mundo, e que de lá trazem todo o calor, suingue, balanço e alegria nativas. Tudo isso vem embalado com elementos eletrônicos que criam novas tendencias musicais como o “kuduro” de Angola e a “cumbia digital” da Argentina e a forte presença do Tecnobrega e Eletromelody de Belém na festa.
Mais informações aqui.

O babado vai ser mais ou menos assim:



É mês de férias, então bora aproveitar pessoal!
=*

14 de fev. de 2011

Mais um Brega Naite

E dessa vez é nas terras olindenses, lá no Clube Atlântico (na frente da Praça do Carmo).
Quando: sexta-feira (isso, depois do show de Backstreet Boys, hahaha)
Atrações: Ladie Khekhe, Dj Original Copy, Swing do Amor-ou-ou-ou-ou e Patrick Tor4.
Prestem atenção que o tema dessa vez está em clima de carnaval: é o baile de máscaras, pra quem for bonito deixar de amostração e quer for feio, aproveitar esse momento de buniteza.

Patrick Tor4, que conheci pessoalmente na Oficina de Tecnobrega, aqui em Recife pelo projeto Coquetel Molotov. Gente boa pra caramba, muito inteligente e com certeza vai arrasar no Brega Naite.


Uma prévia do que ele vai trazer:


Isso é a cara dos clubes daqui: das Pás, Cisne, Bandepe, Bela Vista...

Swing do Amor, Eterno amor

Pra baixar!

O refrão arrasa: "Tu és a mulher da minha vida
É você quem eu quero pra ficar junto a mim
Você é meu eterno amor, não me deixe por favor
Eu te quero aqui
Nem a distância vai tirar você de mim
Sei que também me queres o quanto eu quero a ti
É, porque eu te peço pra ti, mulher"


Uma antiga de Swing do Amor é Vivo sem teus beijos

Pra baixar!


GEEEEENTE, ERREI FEIO NO POST AGORA, DESCULPA EU? Valeu Romereza, a atração do Brega Naite é Swing DO PARÁ e não DO AMOR. No fim das contas, o brega e o romantismo serão os mesmos, mas errar o nome da banda é crueldade demais. Perdoem-me mais uma vez, ok? Vamos então de Swing do Paráaaaaa!




ESSE POST DO BREGA NAITE TÁ MAIS MODIFICADO QUE A ROSINHA DE ARIADNA! A novidade é que o show de Swing de Pará terá a participação de MC Metal e Cego. Bora treinando a coreografia, quero ver todo mundo subindo e descendo na posição da rã. Mais uma deles...



Beijooo.

4 de out. de 2010

Xirley

Pra animar o restinho da noite, nada como um brega embalante e divertido. Depois de um domingo de eleição, dor de cabeça, estudos pra prova, professor ignorante, uma palestra perdida sobre o brega e alergia a perfume voltando, eu mereço algo do tipo. Aliá, já já vou ali tomar um banho de pipoca, talvez resolva alguma coisa. Enfim, pra animar a vibe de segunda, a música é "Xirley", de Zé Cafofinho e suas correntes.

Versão original:


"Saia vermelha, camisa preta (cazáaaa, cazáaaa, Spoooort)
Chegou pra abalar (uh ruuh, essa é a garota do verão)
Quando tu for na casa dela lhe buscar, ela vai preparar
Café coado na calcinha, pra te enfeitiçar (que macumba da braba é essa? será que o café fica bom?)
E quando tu chegar no baile
Tu vai ver só... (lá vem)

Eu vou samplear, eu vou te roubar! (Roubar! Roubar! Roubar!) (atóron perigon)
Eu vou samplear, eu vou te roubar! (alguém me diz o que é samplear de fato?)"

Versão de Patrick Tor4, tecnobrega.
Zé Cafofinho X Patricktor4 - Xirley (tecnobrega Remix) by patricktor4

Abraços!

22 de set. de 2010

Oficina de Tecnobrega

Sabe aquele dia que começa com apresentação de trabalho na faculdade, parte pra uma aula sem estímulo, ônibus, vuco-vuco do centro da cidade, oficina, caminhada, filmes, ônibus... Tá, vocês podiam dormir sem saber meu roteiro de hoje, mas voltando, sabe aquele dia que você termina cansada mas feliz? Novos conhecimentos, novas pessoas, risadas, novas músicas, um verdadeiro dia útil. Pronto, foi hoje (compartilhei, tô aliviada). Eu enrolei até agora pra falar sobre a oficina que assisti hoje com Patrick (@patricktor4), diretamente do belém do Paráa-áa-áa (Joelma gritando). O tema foi Tecnomelody: Das aparelhagens aos batidões, organizado pelo Coquetel Molotov (@noarcm). Pra situar melhor vocês, todas as frases em itálico foram retiradas diretamente da fonte (Patrick). O restante do texto é meu jeito de explicar o que ele falou. =)

Primeiro, de onde veio o estilo brega? Esse ritmo tem suas bases principalmente no bolero, pelo fato de ter um swing e uma melodia envolvente. Certos jovens de Liverpool (sim, os Beatles) gamaram na baladinha "iê iê iê" de ser, no estilo meio "venha cá minha nega", afinal, era uma forma musical diferente das que eles conviviam lá na Inglaterra. Com a febre Beatles, muitas bandas brasileiras como The Fevers, Renato e Seus Blue Caps, a galerinha da Jovem Guarda começou a reproduzir esse estilo também. Como coisa boa não pára, artistas nordestinos como Paulo Diniz, e Reginaldo Rossi agregaram-se ao bregão, com letras românticas e porquê não, sofredoras de amor. Grazadeus, como o próprio Patrick falou, o Norte e o Nordeste valorizam bastante essa expressão cultural, sem medo nem vergonha alheia. Belém em especial, "é a cidade que mais liga o Brasil à America Latina". O que não ocorre por exemplo com uma banda pop, rock, indie, como for, em que muitas batidas das músicas são semelhantes ao brega/tecnobrega - Strokes é uma - mas que seguidores dessas vibes dizem que não é estilo brega, mas sim "retrô, é over". Assumir um lado brega é feio, é ridículo, é deprimente? Tem coisa pior que o ser humano é capaz de fazer, eu garanto!

A partir daí o pessoal da oficina, junto com Patrick, começou a discutir o porquê da música brega ter essa própria denominação. Por que é feita por gente pobre? Por que é de baixo custo? Por que não tem qualidade? Todos questionamentos que depende muito do preconceito de cada um, "preconceito musical é mais declarado, mais explícito", diferente de um racial ou social, que é tudo "dentro do armário". As músicas bregas de hoje não se comparam com um Fernando Mendes ou um Augusto César, por exemplo. O que se percebe (mesmo os amantes de brega como eu) é que perdeu-se um pouco da qualidade musical, no sentido de não ter letras mais elaboradas, arranjos musicais complexos, danças menos sensuais... Como falei e repito: depende do gosto musical de cada um. Quem gosta de brega na vera, pode ouvi-lo no celular ou num som potente, ser tocado por um cara que nunca teve aula de música ou por outro que acabou de sair do conservatório (me apresenta!) que vai achar a melhor música do mundo. Maaaas, se realmente compararmos com os bregas de antigamente, "xerox por cima de xerox vai ficando cinza", vai perdendo a complexidade. É como acontece hoje com bandas como Restart, que (tá, parei!). Com qualidade ou não, eu sei que hoje eu ouvi altas pérolas bregais, muitos DJ's bons, pessoas que, parodiando Alcione, "não deixam o brega morrer, não deixam o brega acabar". Resumindo, a oficina foi tudo isso e muito mais. Adorei! =)

E pra complementar meu dia, fui assistir no Apolo "Do morro?", documentário sobre João do Morro (@joaodomorro); "Brega s/a", sobre o tecnobrega no Pará; e "O Rei da Muganga", sobre Genival Lacerda. Todos bem simples mas muito bons!

Como nunca deixo de postar nem um videozinho sequer, deixo vocês com Pio Lobato, minha aprendizagem favorita de hoje. O cara é feeera na guitarra, arrasa.



E pra quem gosta de "Música quente que mexe com corpo e a Mente!", amanhã vai ter lá no Burburinho, à meia noite (aaah uuhhhh), o Baile Tropical. Quem gostou do Brega Naite, a curtição vai ser tão boa quanto. Quem nunca foi, aproveita pra já entrar no clima da bagaceira!



Beijãaao pessoas! Boa noite!