"Amigo,
Por favor, leve essa carta
E entregue àquela ingrata (eitchaaaa)
E diga como estou (...)
Amigo,
Se essa cartinha falasse
Pra dizer àquela ingrata (leviana)
Como está meu coração
Vou ficar aqui chorando
Pois um homem quando chora
Tem no peito uma paixão (homem não chora, mas quando chora é porque tá com os pneus arriado pelas mulé mesmo)"
" Garçom, olhe pelo espelho A dama de vermelho Que vai se levantar. Note que até a orquestra Fica toda em festa Quando ela sai para dançar (a bicha é a poderosa)
Essa dama já me pertenceu E o culpado fui eu da separação. Hoje eu choro de ciúme, Ciúme até do perfume Que ela deixa no salão (danosse)
Garçom, amigo, Apague a luz da minha mesa Eu não quero que ela note Em mim tanta tristeza (eita que ele vai se esconder. Se tivesse bem passava na cara) Traga mais uma garrafa, Hoje eu vou me embriagar (ô vô beber pá esquecer meus pobrema) Quero dormir para não ver Outro homem em meu lugar"
Sim, eu estava em falta com esse ícone da música brega. Desculpem-me, mas chegou a hora de tirar o atraso. Eurípedes Waldick Soriano nasceu no interior da Bahia, em 13 de maio de 1933. Trabalhou como lavrador, peão e garimpeiro antes de ir a São Paulo tentar a sorte no meio artístico, no final dos anos 50. Em Sampa, alcançando a sorte que assim o esperava, gravou sucessos como "Eu não sou cachorro não", regrava por Falcão, "Perfume de Gardênia", "Quem és tu?", "Dama de vermelho" e outros sucessos. Faleceu em Setembro de 2008 devido a um câncer de próstata.
A clássica Eu não sou cachorro não também é título de um livro de Paulo César Araújo.
Olhe, digo logo que tem cachorro por aí mais bem tratado que certas pessoas viu (tipo, Vera Loyola). Lembrei do caso do cachorrinho lá no RJ, que ficou ao lado da cova da dona (embora os jornais digam que o cachorro da foto não seja o da história mas enfim, isso existe) e dos lindos filmes "Marley & Eu" e "Sempre ao seu lado". Esse pequenininho aqui também não é cachorro não. Um lindo, hahahaha!
Tortura de amor, que foi composta em 1962 e vetada pela Ditadura (dizem por ela conter a palavra "tortura") em 1974. Essa é a caaaara das serestas que eu vou, não é mesmo Ayrtinho?
"Hoje que a noite está calma (se for lua cheia não está calma mesmo)
E que minh’alma esperava por ti Apareceste afinal Torturando este ser que te adora (esse povo que adora sofrer e amar ao mesmo tempo...)
Voooooooolta, fica comigo Só mais uma noite Quero viver junto a ti Voooooooooooolta meu amor Fica comigo, não me desprezes A noite é nossa (huummmm) E o meu amor per-ten-ce a ti (que lindo, que romântico) Hoje eu quero paz (só hoje não, homem) Quero ternura em nossas vidas Quero viver por toda vida Pensando em ti (e que você vá além do pensamento)"
Não se preocupem que depois vou postar outros sucessos dele. =) Abraços.