Dando aquelas vasculhadas no Twitter e prestando atenção nas retuitadas do povo, achei essa discussão breve, porém interessante, sobre o contexto brega. Pio Lobato (@p
iolobato) é um guitarrista nota mil e Cris Simões (@cris_simoes_) é um "músico por DIVERSÃO e funcionário público concursado por esforço e comodidade financeira", segundo seu tuirêr. Como falei antes, 140 caracteres faz muita coisa, quem o diga Mayara Petruso.
Pio: "Profissional papudinho" é um divisor de águas na música do Pará, Roberto Villar é o Moisés do brega!
Cris: Ele é divo!
Pio: Essa história do brega sempre foi muito mal contada, nos jogaram a caricatura pelos jornais. Depois das piadas ficou a lacuna.
Cris: Roberto Villar, Wanderley Andrade, Marcelo Wall, Nelsinho Rodrigues etc... Hoje são considerados pela galera que entende ;)
Pio: Se prestarmos atenção, toda história da música recente aqui no Pará é contada de forma caricata. Por conta disso nada se conhece realmente.
Cris: Isso. Agora me explica: Porque os baianos tem "orgulho" do que eles chamam de música e os paraenses tem vergonha? :D #colonia
iolobato) é um guitarrista nota mil e Cris Simões (@cris_simoes_) é um "músico por DIVERSÃO e funcionário público concursado por esforço e comodidade financeira", segundo seu tuirêr. Como falei antes, 140 caracteres faz muita coisa, quem o diga Mayara Petruso.Pio: "Profissional papudinho" é um divisor de águas na música do Pará, Roberto Villar é o Moisés do brega!
Cris: Ele é divo!
Pio: Essa história do brega sempre foi muito mal contada, nos jogaram a caricatura pelos jornais. Depois das piadas ficou a lacuna.
Cris: Roberto Villar, Wanderley Andrade, Marcelo Wall, Nelsinho Rodrigues etc... Hoje são considerados pela galera que entende ;)
Pio: Se prestarmos atenção, toda história da música recente aqui no Pará é contada de forma caricata. Por conta disso nada se conhece realmente.
Pio: Vai ver a relação das universidades na Bahia com produtores de eventos e artistas, fora a difusão em programas de TV diários.
Cris: Lembra que no Rio a fusão do Samba com Jazz resultou num estilo/ritmo mais "refinado" - A Bossa Nova? E se "refinar" o Brega? ;)
Essa história toda lembrou-me uma frase que Patrick Tor4 falou: "A música no Pará é como Pernambuco ou Bahia (ricos culturalmente), mas as pessoas pensam como se fosse Aracaju", ou seja, tem tudo pra crescer, pra ser realmente reconhecido, mas os próprios adoradores do brega se limitam. Uma pen
a, pois assim como outros estilos crescem à torto e à direita, o tecnobrega por exemplo, presente há tantos anos no Nordeste e tendo como mãe o Pará, ainda está reprimido. Claro, hoje a visibilidade está bem maior, graças a internet, mas pro potencial que ele tem deveria estar numa situação bem melhor.
Outro ponto, aliás, o principal ponto disso tudo é o preconceito que o brega ainda carrega, das pessoas "entronxarem" a cara ao estilo e achar que isso não é música. Estava lendo dia desses algum texto aí que falava sobre o surgimento do brega. O argumento trazido por ele é que, na época da ditadura o estilo MPB, que continha letras
ambíguas e cheias de críticas ao governo, foram proibidas pela censura, isso a gente sabe (por exemplo Pai, afasta de mim esse cálice, ou seja, cale-se). Então o estilo brega, que não tinha letra ambígua nem nada, era pobre de sentido, de uso da língua portuguesa, de coisa dita culta, não sofre essa censura. Nessa época então expandiu-se o estilo. Anos depois, passada a ditadura, a MPB retorna com toda força e o brega ficou estereotipado como "a música de baixa qualidade", tão baixa que nem preocupava a censura. O babado foi esse, presente até hoje.
E vocês, o que acham?
a, pois assim como outros estilos crescem à torto e à direita, o tecnobrega por exemplo, presente há tantos anos no Nordeste e tendo como mãe o Pará, ainda está reprimido. Claro, hoje a visibilidade está bem maior, graças a internet, mas pro potencial que ele tem deveria estar numa situação bem melhor.Outro ponto, aliás, o principal ponto disso tudo é o preconceito que o brega ainda carrega, das pessoas "entronxarem" a cara ao estilo e achar que isso não é música. Estava lendo dia desses algum texto aí que falava sobre o surgimento do brega. O argumento trazido por ele é que, na época da ditadura o estilo MPB, que continha letras
ambíguas e cheias de críticas ao governo, foram proibidas pela censura, isso a gente sabe (por exemplo Pai, afasta de mim esse cálice, ou seja, cale-se). Então o estilo brega, que não tinha letra ambígua nem nada, era pobre de sentido, de uso da língua portuguesa, de coisa dita culta, não sofre essa censura. Nessa época então expandiu-se o estilo. Anos depois, passada a ditadura, a MPB retorna com toda força e o brega ficou estereotipado como "a música de baixa qualidade", tão baixa que nem preocupava a censura. O babado foi esse, presente até hoje.E vocês, o que acham?


