Pelo terceiro consecutivo, em pleno palco do Marco Zero (para quem nunca passou carnaval em Recife este palco é o maior em linha reta ao ar livre da América Latina, haha), Gaby Amarantos mais uma vez mostrou porque já faz parte do carnaval pernambucano.
Pará e Pernambuco = sintonia
De alegria e simpatia contagiante, a ex-Beyoncé do Pará (sim, esse nome artístico é coisa do passado) iniciou o show com o grande sucesso do carnaval, Metralhadora, com um tubo de led atirando confetes. Pra quem é de paz a música não gera guerra, disse até Ivete. Uma surpresa para quem estava lá foi a participação da vocalista da Banda Musa, Priscila Senna, que junto com Gaby cantou Em plena lua de mel, numa singela homenagem ao nosso queridíssimo Reginaldo Rossi. Uma linda forma de homenagear o nosso brega e o nosso rei. Que saudade...
Gaby e Priscila - homenagem a Rossi
Em meio a funks e arrochas, Gaby cantou e dançou frevo - o que faz conquistar qualquer pernambucano/turista que não tenha ido a seu show - sertanejo e músicas como Beba doida,Galera da laje e Ex my love que são conhecidas na sua potente voz. O grande evento também foi o local escolhido para o lançamento da sua nova música, Agora chora, que por sinal fez eu me identificar horrores... hahaha. "Acorda que eu já coloquei outro em seu lugar", quem nunca fez isso que atire a primeira sombrinha de frevo na tapioca de dona Maria no Alto da Sé.
Música nova "Agora chora"
Depois de um show maravilhoso, os comentários "Ela arrasa", "Não a conhecia, adorei o show", "Animou bastante" foram comuns. No nosso carnaval tem espaço para tudo e todos (e ficando uma leve crítica, queremos mais brega pernambucano nos pólos do carnaval multicultural do Recife).
Fica o convite para quem nunca veio, é o melhor carnaval do Brasil =)
Aos que curtem todos os anos, venham sempre que aqui o coração de Pernambuco cabem todos <3
Beijo grande. Bom restinho de carnaval final de semana!
Este não é um blog de viagens, todos sabem disso, porém a terra visitada neste feriado foi Belém do Pará, conhecida por sua riqueza cultural e musical (aí o brega entra). Quando eu dizia "Vou pra Belém no feriado" ouvi várias pessoas falarem "Perdeu o quê lá?". Puro preconceito regional de gente que diz ~amar~ o Brasil, acredito eu. E na minha breve resposta "Perdi teu preconceito lá, sou louca pra conhecer o Pará e vou encontrar muita coisa legal" eu tinha certeza de uma viagem cheia de experiências e coisas exóticas. Acertei!
Pinduca, o rei do carimbó.
Assim que cheguei, por volta das 23h, fui conhecer a famosa festa Quintarrada, promovida pelo guitarrista fera Félix Robatto. Gente interessante, de todas as idades, que estavam ali esbanjando alegria e gingado. Festa das boas, ótima dica pra quem quiser conhecer e vivenciar um pouco do cenário musical paraense. Na mesma noite, por sorte destino maravilhoso meu, teve show de Pinduca, grande ídolo, ícone e rei do carimbó. Ouvir "Sinhá pureza" in loco foi bem especial.
Passeio de barco pelo rio Guamá, 06h30.
PRIMEIRO DIA
Às 05h00 da matina (sim, logo após a Quintarrada) partimos (eu e um amigo) para um passeio pelo rio Guamá, rumo à ilha dos Papagaios. Cenário paradisíaco para um belo início de dia, ao som do canto dos papagaios que acabaram de acordar (diferente de mim que nem dormi). É aquele momento em que você agradece a Deus por mais um dia, por mais uma oportunidade de estar vivo. Ver os papagaios voando aos pares dá a sensação de que não estamos sozinho neste mundo nem muito menos devemos desperdiçar os bons momentos que a vida nos dá, seja ela o mais simples que seja.
Maniçoba + Caruru + Vatapá
De volta ao hotel, seguimos para o centro da cidade, de ônibus. Fizeram muito medo do tipo "só ande de táxi, Belém é muito perigoso", mas morar em Recife é quase um estágio para qualquer outra cidade. Descobri que várias linhas de ônibus passam pelo mercado Ver-o-peso (e muita coisa legal fica nas redondezas dele) e turistar em Belém não foi algo de outro mundo.
Visitar a Basílica de Nazaré (belíssima), Mercado Ver-o-peso,
Ver-o-peso
Praça do relógio, Igreja da Sé, forte do Presépio, Casa das 11 janelas, igreja do Carmo, Mangal das Garças. Vislumbrar um pouco de cada lugar é vivenciar muita história, beleza e cultura, além de fazer uma longa caminhada que nem cansa (quando o assunto é viagem a gente anda quilômetros que nem sente). O bom disso é o queimar das calorias ganhas na viagem. A parte gastronômica de Belém é bastante desenvolvida e embora eu não tenha apreciado muita coisa, me senti uma índia falando tanto bacuri, jambu ("o tremor do jambu é gostoso demais", como canta Dona Onete), uxi, cumaru. Em meio a passadas turísticas, o descanso merecido de fim de tarde no Mangal acredito que foi o auge do dia. Entrada gratuita, espaço bem amplo, arborizado, cheio de garças dando rasante na sua cabeça e uma vista belíssima de quase toda Belém. Até certo ponto é um oásis em meio ao rio e a periferia, em meio ao barulho e a correria.
Escolha o seu óleo ou perfume, hahahaha. Diretamente do Ver-o-peso (para quem acredita deve funcionar mesmo).
SEGUNDO DIA
Cerveja sabor Taperebá = Cajá
Vir a Belém e não comprar o óleo da Bota é ir a Recife e não comer bolo de rolo (exageros, tô brincando, hahaha). Sendo assim, fazer compras no Ver-o-peso é melhor do que comprar roupa em Miami. Os investimentos foram de castanha do Pará, bacuri, jambu a cds de brega, óleo "Pega homem" e vasos marajoaras. Ao lado do Ver-o-peso (que, pensava eu, era aquele prédio azul legal, mas na verdade aquele é o mercado de peixe) fica a estação das Docas. Linda! Toda de ferro, com banda passando por cima de você enquanto você almoça, toma um chope da Amazon Beer (cervejaria de lá) e depois toma um sorvete na Cairu (sorveteria top de Belém, ponto turístico-gastronômico). Lembra muito o nosso Marco Zero, beirando o rio, barquinhos passando, lugar tranquilo e de boa paisagem.
Jurunas vista da varanda de Gaby com o rio Guamá no horizonte.
Após a estação das Docas (bem após, após mesmo, mas é andável) fica o Ver-o-rio. Lugar tranquilo também, ótimo para casais apaixonados e apreciadores de um pôr-do-sol refletido no rio. De lá, segui para o famoso bairro do Jurunas, terra da nossa querida Gaby Amarantos. Que visita linda, meu deus. A casa dela é linda feito ela e a terra dela é exótica feito ela. De uma de suas varandas dá pra ver o rio e a igreja em que a mesma começou sua cantoria, seu gogó de realeza.
A Portinha
Bairro simples, com jeito acolhedor, mas que também nos ofereceu um "cuidado quando chegar lá, cuidado com o celular, é melhor não pegar ônibus" bem típico de periferia plana (sem morro).
Depois no momento vip, amiga viajante e jornalista do brega, Gaby nos levou para a Portinha, restaurante espaço gastronômico bem conhecido por lá, que já ganhou vários prêmios, localizado na Cidade Velha e de comida ma-ra-vi-lho-sa. A maniçoba lá é gostosa, por aí você tira (comi um no centro da cidade e tinha gosto de terra). Além do pastel de pirarucu + jambu (o famoso mato que treme) + tucupi, provei o bolo de chocolate com castanha do pará e cupuaçu. Gente, perfeito. Pensei até em comer o bolo todo e voltar pra Recife nadando... Sério. Muito bom. Depois do abraço caloroso de Gaby e a comilança, voltamos para o hotel.
Mangal das Garças
TERCEIRO (e último) DIA
O voo saia no fim da tarde, então o passeio ficou reduzido. Seguimos para a praça de República, que é tipo a ~praia de domingo~ de lá. Famílias reunidas, feira de artesanato, apresentações culturais, crianças brincando. Uma típica manhã ao ar livre. Nesta praça fica localizado o Teatro da Paz (o Santa Isabel de lá), bem legal por fora. Estava fechado e não pude ver a lindeza por dentro (segundo as imagens do Google e referências pessoais). Estava lá um famoso vendedor de cds bregas e de músicas românticas, o Bacalhau, conhecido por ser chapéu de gaia touro.
Teatro da Paz
Até então ainda não tinha pego chuva em Belém, o que é raro. Pois... Nesta linda manhã de sol fui surpreendida por uma chuva daqueeeelas, torrencial. E igual a Recife, só chuva, nada de diminuição de calor e mormaço. Depois desse leve transtorno, fomos para o shopping Boulevard, que assim como os de todo o Brasil, estava com a praça de alimentação lotada. Após o shopping, a dor da partida... Aeroporto.
Em resumo, terminei a viagem com a energia renovada, cheia de histórias pra contar e fotos pra me amostrar. Bom mesmo é ver o quanto o nosso Brasil é rico em cultura, natureza, belezas que muitas vezes não são exploradas. Gente que conhece a Torre Eiffel (nunca fui), diz se orgulhar do Brasil, mas sente vergonha da região Norte que só tem mato e macaco ou do sotaque do nordestino. Gente de mente pequena e que está erradíssima. Fica aí a dica para vocês conhecerem este estado que já sabia que era bom, mas confirmei que é mesmo!
Não tem como ler o texto pra vocês, mas em resumo entendi que Priscila e Gaby, hoje, são as grandes
representantes da música brega hoje. Quando li "quem disse que o brega não é pop?" me faz discutir o que já falei aqui várias vezes: ás vezes fico com a sensação de que o brega vira pop pra o povo (entende-se os preconceituosos, os que gostam de brega e não assumem, os recalcados musicais de plantão...) "deglutir" melhor, ser mais aceito e mais bem visto. A sensação que tenho é essa e respeito que ache o contrário. Enquanto blog que divulga não só a música brega, mas que tenta analisar tudo o que acontece nesse espaço musical, preciso dar minha opinião. Desde já nada contra as duas cantoras, que quem me conhece sabe que as admiro e adoooooro demais! Pernambuco e Pará têm uma relação muito forte com a música brega. Inclusive (queiram ou não queiram os juízes), o grande estopim na carreira de Gaby foi em Recife, no Rec Beat, em 2010. Sou a favor do brega, sou a favor do brega na mídia nacional, sou a favor dessa democratização que só o brega faz! É isso. Beijos.
A galera fica enchendo o saco "ah, vc não pode falar de Gaby, ela tá fazendo sucesso etc etc", mas a ideia é bem essa. Gaby é uma artista ímpar. Simpática, talentosa, determinada, porém os caminhos que ela está seguindo está se desvirtuando um pouco da sua origem e justamente pela mídia/bem vista pela sociedade/ibope e por aí... Mudar é sempre bom e toda mudança causa estranhamento. Tô achando estranha essa situação, mas como fã, admiradora e blogueira fico na torcida pra que tudo dê certo. Admiro Gaby e isso não vai mudar.
Concordo bastante com sua crítica a respeito dos novos rumos de Gaby Amarantos. Tenho um blog de música brega e desde muito tempo acompanho o trabalho dela. Sou fãzona e todo show em Recife eu fui/vou, porém fiquei desapontada com alguns pontos dessas novas mudanças.
Sentirei falta das guitarras que lembravam Mestre Vieira, da pegada brega-romântico-tecno que estava presente em todas as músicas. Treme é um cd perfeito!
Das origens que estão se perdendo por conta da fama e principalmente dos novos produtores (do sudeste, que acha que entende de tecnobrega-brega nortista e nordestino, mas muitas vezes se engana). Fico feliz pela ascensão de Gaby na mídia, mas por outro lado a sua música perde o sentido... Tenho medo de virar pop pra o povo deglutir melhor.
Adoro Gaby, a admiro muito, mas como blog bregueiro e crítico não poderia deixar de dar minha opnião... Beijos!
Domingo, 15 de Setembro, teve a parada gay aqui em Recife, tendo como show principal Gaby Amarantos. Muito colorido, muita alegria e toda a ~irreverência~ do povo pernambucano.
Zé Cafofinho, um dos compositores da música "Xirley", música famosa na voz de Gaby Amarantos
Kreiddy Barroso, apresentadora da TV Jornal
E pra finalizar, a sempre linda, simpática, amiga e alegre Gaby Amarantos gravou uma chamada para o querido blog aqui. Sucesso total. No camarim até arroz paraense comi, vê só a famosidade e do carinho que o "Quem gosta de brega sou eu" está. Muito amor!
O título desse post pode até ser estranho, mas no decorrer das palavras sinceras aqui vocês irão entender. Primeiramente não existe cantor sem banda (exceto no playback de Jennifer Lopez), afinal, cantor não ascende profissionalmente sozinho. Pode ter carreira solo como for, mas se o cara do violão não tocar bem a música não anda. É exatamente dessa maneira que quero mostrar como foi o dia com o pessoal da banda de Gaby Amarantos.
Antes mesmo de saber o dia certo do show de Gaby já havia comentado com Gleidson, um dos guitarristas da banda, que gostaria de conhecê-los, coisa que não consegui fazer no show do carnaval desse ano. Mensagem vai, telefones vem, Gaby e banda aterrisam em Recife para o show de comemoração dos 2 anos do Brega Naite, festa promovida pela Golarrole para celebrar a cultura brega. Benny, percussionista da banda, me liga dizendo que eles haviam chegado. Por aí já senti que meu final de semana teria algo especial. De tarde fui ver os meninos e num momento tiete cada um autografou meu cd Treme e tirei foto. De lá fomos pra passagem de som no Clube Internacional, local do show. Na van Félix (feliz é mais fácil de dizer) mostrava seu lado irreverente, ri horrores. Benny era o bagunceiro da história. Dava pra perceber o clima de amizade que de fato existe na banda.
Parabéns aos 2 anos do Brega Naite
A passagem começou e eu já tava me arrepiando só de pensar em ver e ouvir tudo aquilo ao vivo. Músicas como "Chuva", "Merengue latino", "Faz o T", minhas preferidas do cd Treme ali, na minha frente. Era quase impossível acreditar, mas quando você busca as oportunidades elas aparecem e se concretizam. Aí vem o gente boa do Felipe Cordeiro, guitarrista paraense arretado pra passar o som da sua participação. Não havia ido pro seu show aqui em Recife, mas o principal consegui: uma foto, um vídeo e troca de palavras, até então (só faltou o cd né Felipe? hahaha). Gaby não estava, o que fez me aproximar mais da banda e das backing vocals (Camila e Gigi) visto que o foco ali não era ela. Gleidson, o que eu aperriava desde o princípio pra dar um jeito de conhecer a banda, é um fofo, simpático, carinhoso, atencioso.
Passagem de som de Felipe Cordeiro
Hora do show e meu amigo Flávio Nascimento trouxe presentes para Gaby (segredo). Tentei com que ele visse Gaby antes do show para entregá-la o presente, mas não deu. Começou o show, aquela alucinação toda, eu quase chorando de emoção e Gaby começou o momento "Roberto Carlos", entregando flores pra pessoas especiais. Pra quem elea entrega? Pra Flaveetcho, como ela mesma citou (codinome de Flávio). E o presente aí foi entregue, de forma repassada, mas tudo bem. O show em si foiperfeito, tocou de tudo, até "Terra samba não é nada mal" e tantas outras que não teriam nada a ver com brega, mas que com Gaby e banda tem. Na verdade eu não sabia se gritava, cantava, filmava, pulava, só sei que eu tava toda arrepiada e se brincar fiz tudo isso ao mesmo tempo.
Vida de empreguete
Show terminado, começa o sufoco pra ver Gaby. A produção do evento não deixou, então apelei pro meu amigo Benny, sempre gente boa (né nego, lindo, princeso, amigo, anjo...) e aí foi, Benny levou eu, Flavio e uma amiga de Flavio para o camarim. Benny nem os conhecia, mas já foi logo perguntando do show, nos acomodando pra esperar Gaby. Claro, camarins separados, um pra banda, outro pra vocalista, normal. A imprensa tava com foco nela e eu ali, meio que fugindo desse foco, queria ver e abraçar os meninos pela última vez. Gigi, uma das backing, tava lá arranhando um pernambuquês pro nosso lado, outra que mesmo sendo da área do samba está muito bem entrosada pra um primeiro show, mostrando talento assim como os outros. Depois de um tempinho os 3 fãs foram pra porta do camarim de Gaby, esperando do lado de fora a mando do produtor. Depois de sabe lá deus quantas entrevistas e fotos Gaby sai na pressa. A gente louco "peraê, a gente quer tirar foto com ela., é rápido" e nada feito. Gaby, simpática, linda, amiga e humilde como sempre, parou e falou com cada um. Flavio que queria explicar o presente mal teve tempo de conversar, mas recebeu um abraço caloroso e um sorriso que creio que ela jamais esquecerá. Eu no desespero "Autografa meu cd" e Gaby veio pro meu lado e disse "Ô minha flor, desculpa. Tenho que ir, tô muito cansada. Beijo.", dando um abraço mais forte que seu sucesso. A sensação que fica, além de felicidade, é que quanto mais fama menos pedaço do artista a gente tem. Da vez que a conheci e conversei foi tão mais tranquilo, saudade...O tempo é mais curto pra fã e mais longo pra jornalista, que muitas vezes não gosta nem do ritmo nem da cantora, mas tá ali pra cumprir a função. Próxima graduação: Jornalismo!
Pra fechar ainda vi Felipe Cordeiro novamente. Sei que haverá uma troca de cds, o dele pra mim e uma coletânea que fiz só com sucessos brega pernambucanos (inclusive deixei um com a banda de Gaby), pra ele. "Bom, eu sou formado em Filosofia...", "Ah é, e eu em Psicologia, olhaí", "Então pretendo fazer um livro sobre o mundo brega. Não é um livro apenas...", "Uma enciclopédia, eu topo!", mas só lá pros teus 40 anos é Felipe? Aff, quero esperar isso tudo não. Foi uma conversa rápida sobre o cenário brega atual, o modo como as pessoas estão vendo e aceitando o brega, ideias estão surgindo por aí.
Juro como queria não escrever muito, mas algumas coisas aí eram necessárias. Estou muito feliz pelo fato de ter conhecido a banda, como muitas vezes (não desmerecendo Gaby, NEVER), mas muitas vezes a mídia foca-se apenas numa parte do sucesso. Quem aqui num acha massa quando na chamada da novela Cheias de Charme a guitarra de Félix faz o "tã rã rã"? Já comentei com Diego (baixista), Gleidson e Benny o quanto o instrumental do cd está perfeito. O quanto cada detalhe faz um diferencial na música, deixa a mesma mais rica, mais gostosa de se ouvir. Me prendi a banda porque era isso que eu já queria, que eu já admirava e hoje já sinto saudade. Queria reviver essas 12h sempre que possível, mas graças a memória essa lembrança sempre estará comigo. Desejo sucesso, alegria e humilde pra todos, vocês estão no caminho certo.
Eu sei, não vou me iludir achando que isso será pra sempre... Não será! Enquanto tiver preconceito com beijo gay em restaurante, com negra fazendo compra em loja chique, com "cara de pobre ser ladrão" o brega vai ser apenas uma modinha, um eterno tirar onda momentâneo. Gostaria muito que não fosse assim, que certos estereótipos mudassem, que aparência e estilo não fossem limitados nem desrespeitados, mas... O blog tá lutando pra isso ;)
Pra quem nunca viu Gaby Amarantos antes "da fama", olha ela ali. Vozeirão e estilo desde sempre!
"Xarque", uma das minhas preferidas, se não a mais, da carreira antiga de Gaby. O instrumental é muito bom, gente (na versão original se percebe mais).
Segue o link do 4shared pra baixar o cd! Música pra animar, seja pelo fato de hoje ser domingo, seja pelo fato de ter que ler 50 páginas pra amanhã, hahaha.
1- Xirley: tá tudo aqui nesse post. Depois de "Hoje eu tô solteira" esse é o grande hit de Gaby.
2- Ela tá beba doida:arranjo bem diferente da que todo mundo conhece. Tem mais presença de guitarra e menos de teclado, ficou um pouco mais pop, mas agradou. Uns traços de cumbia ficou show! E falar zeito beda boiba zoi otchimow.
3- Ex mai love:hit da novela, tá na boca do povo. No centro da cidade os carrinhos de cd pirata esqueceram finalmente o Someone like you, amém! Pra ser uma música que representa o tecnobrega pra mídia eu achei o ritmo devagar demais, devia ser mais tecno.
4- Merengue latino: uma das minhas preferidas. A letra é show, o ritmo perfeito. Raaaaaai! É daquelas de dançar sozinha, leve, solta e agradecer a Deus pela vida! Eu danço um mambo criolo e você?
5- Pimenta com sal: é a de letra caliente, com ritmo mais lento, lembra ritmo africano. Participação de Fernanda Takai.
6- Gemendo: arrasa. Minha preferida juntamente com merengue latino. Essa tem jeito, cara e ritmo do autêntico tecnobrega, mais agitado e muuuito digitalizado. Na verdade é música de videogame, hahaha. E esse poliglotismo? Decorei só pra cantar por aí.
7- Vem me amar: pra cantar no telefone aproveitando os bônus. "Veeeeem me amar..."dançando zouk, amoooor. Música original de Alípio Martins.
8- Galera da laje:autoexplicável. Participação de Maderito, da Gang do Eletro ("é" deles). Tô viciada no instrumental dark na parte "galera da laje é aparelhagem...".
9- Ela tá no ar: haaaaja tecno, embora pareça axé. "Passe logo a comandar". É a música do homem/mulher frouxo, sem iniciativa mas que pos sorte tem aquela amiga que é cheia dos esquemas.
10- Mestiça: aaaaai carimbó meio parecido com coco de roda (rôooooi). Presença linda de Dona Onete nessa música, que é uma cantora tão linda e fofa que você não sabe se dança ou se admira. Melhor mesmo é o jeito menina/macia no tom de voz de Gaby versus a voz maliciosa/jeitosa/moleca de Dona Onete. Belo contraponto!
11- Coração está em pedaços: sempre gostei dessa música de Zezé & Lu, imagine em ritmo tecno? Foi feliz na escolha. É aquele hino fim de festa pra cantar gritando, roendo o coração. Inclusive essa música entrou pro cd depois da particiação dela no especial Som Brasil.O instrumental está bem simplório, poderia ser mais rebuscado assim como as outras músicas. Talvez tenha sido a pressa.
12- Chuva: tem cara de versão de Natasha Bedingfield, Kelly Clarkson, uma dessas cantoras meiguinhas. Música pra pensar na vida, filosófica e pura aula de geografia da 5ª série. "E a gravidade da atmosfera faz pressão que nem panela". O bongô no refrão me mata!
13- Eira:o ritmo parece música de criança, tipo Xuxa, já a letra... meio adulta né! hahaha
14- Faz o T: uma das primeiras músicas de Gaby antes mesmo de ser esse sucesso todo. Guitarra bastante presente e que faz diferença. Faz referência a uma das aparelhagens mais famosas do Pará, a Tupinambá.
Como eu sou maluquinha por música em cada CD, por melhor ou pior que seja, sempre vai ter as minhas preferidas e uma que vira karma, que antipatizo. Nesse vocês perceberam que viciei num monte, mas a que eu antipatizei foi com "Pimenta com sal". A letra é legal e sensual, mas o instrumental não me prendeu.
Beijo Gaby e banda, sou a mais nova afiliada da AVTA (Associação das Viciadas em "Treme" Assumidas).
Música de Gaby Amarantos, Ex-my love, que será abertura da nova novela global das sete, "Cheias de Charme". Música inclusive que ela cantou hoje no programa da Xuxa, apresentação digna por sinal.
"Se botar teu amor na vitrine nem vai valer R$1,99" Raaaaaiga!
Pra quem só se fixou em Gaby Amarantos e Gang do Eletro (que querendo ou não é uma banda nova pro pessoal daqui) nem deve ter percebido a quantidade de músicos paraenses no carnaval de Recife. Tava tudo "encangado", agarrado, junto, aglomerado de artistas que eu só conhecia porque meus amigos paraenses indicavam. Gente que eu admirava de longe e que puder ver de perto.
Não fui pro show da Gang do Eletro por conta da chuva, afinal, tinha levado chuva a manhã inteira e já tava um bagaço. Mesmo assim acompanhei o show ao vivo pela net e achei massa, agitaram o pessoal!
(vídeo gravado por Recife Web)
Keila tremia mais que terremoto e eu invejava a disposição da garota. Os meninos fizeram a sua parte animando o público também. Só achei pouco tempo de show, mas isso fazia parte da programação, fazer o quê. Acordei no domingo (o show foi no sábado) com aquela sensação de "Poxa, fulerei demais em não ter marcado entrevista com o pessoal". Inclusive meu amigo Timpin fez o favor de me lembrar isso, passando na cara a minha incompetência, hahaha. Fui pras ladeiras de Olinda e meia hora depois Timpas me manda uma mensagem "Mandei o cel de Keila por dm (twitter), liga pra ela pra encontrar com eles no aeroporto". Ora, eu só ia olhar esse número quando chegasse em casa, ou seja, lá pra mais taaarde. Fui pro Bonfim encontrar com o pessoal e 10 minutos da tal mensagem de Timpas quem eu vejo, QUEM? Maderito! Sai correndo que nem louca e gritando "Aaaai, não acredito que encontrei vocês aqui! Timpin me mandou o número de Keila, eu ia ligar pra ver se via vocês!" Waldo na mesma hora "Eita, eu parei de filmar bem na hora que tu veio. Foi engraçado tu correndo lá de baixo gritando o nome de Maderito", hahaha #alocka. Pense na coincidência! Queiram ou não queiram os juízes, mas foi coincidência sim, tenho provas! Nisso como a besta aqui saiu sem câmera nesse dia, Waldo filmou um pedacinho no nosso encontro:
(aguardando Waldo Squash enviar o vídeo =D)
Dona Onete e toda a sua simpatia, com o cantor, compositor e músico Felipe Cordeiro, o guitarrista Pio Lobato, Luê Soares e Lia Sophia do lado, tocaram no Rec Beat e quando esse povo todo entrou no palco me arrepiei toda. Inclusive antes do show quem discotecou foi o adorado Patrick Tor4, o dj paraense/pernambucano mais nordestino que bolo de rolo. Adoro o ritmo, adoro os músicos, tudo lindo e contagiante. "Parabéns Recife por ser uma cidade que valoriza a diversidade musical", marromeno isso que ela falou. Tudo bem que tinha um pessoal no show que tava ali porque tinha Criolo depois, mas até quem não admira/conhece/gama no ritmo tava se mexendo.
Gaby fez um show maravilhoso no Pátio de São Pedro. Não vi seu show no pólo de Brasília Teimosa, mas depois de trancos e barrancos a vi no pátio. O som no início tava baixo, parecia que eu tava ouvindo tecnobrega no volume 10 do meu notebook, mas em certo momento Gaby perguntou se o microfone tava baixo e alguma alma caridosa do camarote fake (uma área entre o palco e o povão que tava mais cheio que bacurau no carnaval, todo mundo amigo dos funcionários da produção, parece) disse que sim. Som a postos! Tocou de tudo, até minha música favorita "Xarque" e nada de "Hoje eu tô solteira". Até homenagem pra Pernambuco teve!
A diva quer de fato tirar a imagem de "Beyoncé do Pará", o que tá surtindo efeito. A chama agora pelo nome, moral tá chegando! Por sinal a mesma cantou "Xirley" duas vezes, talvez por estar em Pernambuco - terra dos compositores - e música que deu o levante geral pra sua carreira. De lá Gaby foi pro palco do Marco Zero (o grande palco do carnaval recifense) para participar da apoteose fim-de-carnaval. Acabei não tirando foto com o pessoal da banda - não existe cantor sem músicos - o que por um lado fica aquele lance de "próximo show, é nós!". Feliz Robatto, te ouvi de perto. Novos amigos Diego e Gleidson, vocês arrasaram! Agora Gaby tava beba doida mesmo ontem, viu? hahahaha.
Vi Lia Sophia cantando com Dona Onete e achei massa a presença dela aqui, sigo a mesma no twitter e já tinha visto uns vídeos, tem tudo pra crescer musicalmente também. Tô eu lá no show de Gaby Amarantos quando Lia aparece de novo. Já que tá em Recife vamo simbora pra tudo que é show! Fui dormir com essa música na cabeça (que está cogitada pra fazer parte da trilha sonora da nova novela das 6, da Globo). Assim que Lia entrou no palco ouvi comentários "Caramba, ela é muito linda!". Mais do que linda ela é talentosa. Fazendo analogia, coisa que muitos cantores gostam apenas inicialmente pra alavancar (adoro essa palavra) a carreira. Lia Sophia é tipo uma Paula Fernandes do brega/carimbó, algo por aí.
Tem gente que pensa que carnaval é só beija beija, "sucesso" e cana no juízo. Pra mim carnaval é alegria, é colorido, é fantasia criativa e música boa. Fiquei bastante feliz com tudo o que o carnaval me proporcionou culturalmente.
Mui chique! Domingo é dia de Gaby. Começou com Faustão (dia 01/01), depois foi pro Esquenta! (esse domingo) e mais tarde no De Frente com Gabi. Mui chique guapa, parabéns!
2011 está no fim. Quando olho pra trás vejo o quanto foi um ano exótico. Começou tenso, com poucas alegrias e muitos aperreios. Depois de muito esforço as coisas por si só foram se ajeitando, no tempo e no modo como Deus quis. Acredite você ou não, mas quem esteve comigo esse ano percebeu como estar com Ele fez a diferença. Meu time foi até pra série A, brinque!
Seja no lado pessoal ou no lado brega de ser, 2011 começou com o lema do "Vou não, quero não", afinal, parecia que as coisas não vinham mesmo. "Porque o destino não deixa não...". Passou por "Gostou novinha", naquele velho ensinamento de milho não vira pipoca sem passar pelo fogo. No momento do desespero, da não-mudança, a gente geralmente perde as forças, as esperanças, culpa Deus e o mundo por nada dar certo. Somente quando tudo dá certo (e dá certo da melhor maneira possível) é que a gente se toca de que tinha que passar por caminhos tortuosos pra valorizar mais as coisas e as pessoas, pra sentir a verdadeira felicidade.
Pro blog em si foi um ano de muito crescimento (lento e gradual, mas crescimento). Conheci a linda da Gaby Amarantos, me diverti horrores com os apelidos do doido Timpas, fiquei próxima de algumas bandas e produtores, fiz promoção, fiz amizades bem distantes (Edvaldo e Paty Faria, olha a indireta), outras bem perto (né Rodrigo e Flavio)e tudo mais. Não tenho nem como citar toooooodas as pessoas importantes e que fazem meu blog importante também, mas cada comentário, cada seguidor, cada elogio foram, são e serão muito bem vindos. Cada um é especial de alguma forma, por isso, fico bastante feliz por 2011 ter sido um ano diferente.
Sinto e espero que o blog cresça assim como eu cresci (moralmente, porque fisicamente...). Já falei, mas vale salientar: meu blog não é para downloads, não quero que nele entrem 1 milhão de pessoas apenas pra pegar música e tchau. Quero que ele seja um veículo de discussões, de sugestões, de diversão e interação a partir das músicas bregas. Que 2012 seja um ano repleto de saúde, paz, muitcho ouro, muitcho amor, perseverança, realizações e música brega. Um beijo enorme para todos vocês!
"2011 é feito capim, mas veja que absurdo, a gente planta, ele cresce, aí vem 2012 e acaba tudo". Concordo André, hahahaha.
Só Gaby Amarantos pra mostrar a diferença entre tecnobrega x tecnomelody x eletromelody.
"No Pará eles são tão geniais, sexys, cheirosos, tem uma comida maravilhosa, fazem uma música tão incrível que eles esqueceram de contar pros outros". ADOREI essa teoria, hahahaha. "As pessoas querem realmente falar do cotidiano", o que eu sempre falo aqui.
Tem até com Garota Safada, naquele esquema das bandas de forró regravarem músicas de brega e o povo JURAR que a original é do forró. Ai ai, é a inocência do mundo musical.