1 de nov de 2011

O dia em que conheci Gaby Amarantos

Depois de muitos shows aqui e ali, hoje finalmente eu consegui conhecê-la. Gaby é muito gente boa, simpática, alegre, atenciosa, está mais do que nunca (imitando Faustão) no caminho certo.
Eu como sou muito da esperta fui logo dando uma calcinha fio dental comprada no centro da cidade pra ela autografar. Você que já apelou pro Santo Antônio, pra mãe de santo, pra recadinhos do amor em rádios, pra vizinha rezadeira, esquece tudo isso mulher. Pra enfeitiçar os homens só serve "café coado na calcinha" mesmo, hahahaha. Quem aí tá desesperada levanta a mão! \\\\\\0////// Não sei ainda como vou sortear o "coador", mas relaxem o coração que quando eu resolver coloco aqui no blog.
Pra não perder a viagem na visita, gravei uma mini entrevista com ela sobre a relação da sua carreira com Recife. Já postei algo aqui no blog, mas nada se compara com a própria artista falando né? Inclusive na entrevista é desvendado esse babado de "onde Gaby conheceu Xirley?"



1- Adoro quando ela fala das mulheres da periferia. Mesmo sem nascer no meio dos morros, mas pelo fato d'eu gostar das coisas simples, de gente simples e tudo que as envolve, concordo bastante com o "a mulher da periferia não tá preocupada se a calça 38 não entra". Pô, tem tanta coisa mais complicada pra se preocupar, não é mesmo? Vez ou outra eu falo isso com minha mãe: "Mainha, o povo não quer saber de educação não, quer saber é de dinheiro pra sustentar a família". E a vibe é mais ou menos essa. Tem cantores por aí muitas vezes sem estudo completo, mas que ganha seu dinheiro e tem uma qualidade de vida melhor que muitos pós-doutorandos. Eu gosto bastante do slogan da Claro, "A vida é feita de escolhas". Cada pessoa tem sua meta de vida e cada meta é pessoal. Se ser alegre e despreocupado com besteira é bom, vá simbora viver assim, lembrando sempre de respeitar os outros (que nem sempre envolve educação formal). Se ralar até o chão tira o estresse, se beber ouvindo Altemar Dutra descarrega a energia... Oxe!

2- O brega está numa nova fase... é! A era do iê iê iê já passou? A onda agora são as batidas "uó", os remix, um brega meio funk meio brega. Isso deve ser bom porque entra nos ouvidos sem sentir, você se mexe sem querer, mas o romantismo e o dois pra lá, dois pra cá às vezes faz falta. Outra coisa legal que achei foi Gaby "assumir" que o tecnobrega vem da roubadinha. Engraçado isso do mundo da música porque geralmente a música gruda somente por causa do intérpretes. Os compositores, coitados, caem na síndrome de mosca de padaria, só vendo as delícias e usufruindo pouco. A nova forma pode ser essa historinha de tudo agora ser brega, em premiações de música, em propagandas e em boates high society, curtindo pra tirar onda ou não. Como falei pra Catarina Dee Jah, essa galera que tirou onda querendo ou não tem importância no que pode se chamar de reascensão do brega. As boates aqui em Recife estão todas transformadas no brega, com bandas e mc's surgindo a todo momento e isso veio por causa dos que ouvem brega com a galera só pra dizer que curte. Soa falso, é estranho ver alguém que não gosta de músicas populares dançando a posição da rã, maaaas acontece, fazer o quê.

3- Adorei saber de onde a Xirley veio. Logo quando vi o clipe fiquei cismada sobre como Gaby conheceu a música, porque essa era tão de Recife, tão Bar Central apenas, que estranhei chegar até ela. Mistério desvendado, rsrs. Como a própria falou, Pernambuco e Pará estão muito interligados, cada um com seu cenário, sua cultura e sua população, claro, mas que têm objetivos semelhantes.

Em resumo adorei conhecê-la, vou frisar isso até eu chegar no céu. É bom conhecer gente alto astral, que luta pelos seus objetivos e que se mostra disposta a "lutar" pelos outros também. Obrigada mesmo, Gaby. Obrigada também a Catarina Dee Jah que mediou o encontro. =)
Beijos pra vocês com sabor de café.

(obs: Show de Gaby no carnaval do Recife 2012)

12 comentários:

  1. Parabéns pela entrevista, mas beijos com sabor de café... argh! não gosto de café, tem outro sabor?

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  2. Tem do sabor que você quiser, meu bem, hahaha.

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  3. Abalastes na entrevista, Luana! Só esqueceu de pegar meu autógrafo, fia... rsrs =) #Sucessopravocê

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  4. Vaaan, juro como lembrei, cheguei até a falar isso pra ela. Mas depois do autógrafo na calcinha fui logo gravar a mini entrevista e aí esqueci... =p Da próx (olha como tô chique) eu pego, gato ;)

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  5. Faça uma entrevista com BRUNO E TRIO, AR15 ou BANDA BATIDÃO que são as verdadeiras Bandas de sucesso em Belém Querida... GABY praticamente não existe em Belém.. isso tudo é papo furado de jornalista de quem ela fica correndo atrás...ela morre de medo dessas bandas chegarem a conhecimento do publico pq ela sabe que será engolida rsrsrs. GABY definitavemente vc não faz parte do movimento Tecnomelody...pare de surfar na onda dos outros...Me diga em qual aparelhagem de Belém sua XIRLEY toca????Já que vc é a rainha das aparelhagens né...gostaria de saber...

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  6. Eu faço uma entrevista dessas quando uma dessas bandas vier a Recife. Faço com carinho assim como fiz com Gaby. "Gaby praticamente não existe em Belém" porque ela se expandiu, num foi? Tá rodando o Brasil porque merece e teve sorte. Quanto a Xirley não tocar nas aparelhagens, como não moro/sou paraense não posso afirmar o porquê, embora tenha minhas teorias.

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  7. rsrsrs
    Relaxa, Lu! Fechasse do mesmo jeito. Adorei o post, o vídeo, a entrevista. Ficou show!!!
    #Parabéns
    E já mandei um tweet pra dona Gaby dizendo que vou falar com a Xirley Xilindró pra fazer uma performance pra música Xirley, né?! kkkkkkkkk #SuperOriginal =/ kkkkkkkkkkkk

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  8. Obrigada Van! =D
    Imagina só Xirley Xilindró com a Xirley? Ia fechar de badoque, ia rir um bocaaaado, hahahaha
    =*

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  9. arrasouuuuuuuuuuuuuuu lua.
    sou mais fã de gaby agora viu.

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  10. até eu vou virar fã com uma gata dessa gaby todas que eu conheço fode pra karalho

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