7 de ago de 2011

E hoje eu descobri Júnior Rego

O Facetalk não é lá essas maravilhas todas, mas nessa manhã tediosa de domingo acabei conversando, pelo próprio chatinho e engolidor de mensagens, com José Roberto, o responsável pelo site Brega Pop, de quem sou fã há muito tempo. Links pra lá e opiniões pra cá, ele comentou comigo sobre Júnior Rego. Conforme justifiquei pra ele, minha ligação com o brega é basicamente pernambucana (nascida e criada aqui) ou antiquada (os bregões antigos que herdei de família), tendo eu conhecimento sobre brega paraense a posteriori. Roberto então mandou-me o canal do Youtube de Júnior,"que também é considerado um dos criadores do tecnobrega, mas pouca gente sabe desta história". É, eu realmente não sabia que havia uma certa discussão de quem veio primeiro, o ovo ou a galinha, entre Junior Rego e Tonny Brasil. Antes de começar o babado, trago uma versão que quase me fez chorar:

Original -
Con Te Partiró, de Andrea Bocelli



Versão - A ópera do Tupinambá



Nunca fui no Pará, acompanho tudo por internet e sem filtro de opiniões, portanto não tenho argumentos suficientes pra dizer quem veio primeiro. Quero apenas mostrar o que dois músicos contribuiram pra o mundo do tecnobrega, afinal, essa história de "essa música é plágio", "eu quem criei", enquanto existir cultura musical, será sempre recorrente. O que acontece é que Tonny Brasil, numa reportagem de 2007 para o Brega Pop, argumenta que "Quando o primeiro boom do brega começou a decair, no início dos 90, Antônio virou Tonny Brasil e começou uma ascensão sensacional reinventando o ritmo: hoje, 80% dos cantores de brega (ou de calipso) ou gravam músicas de Tonny ou são produzidos por ele (inclusive a Banda Calypso), numa supremacia inédita de um único músico na história do ritmo que os paraenses mais gostam de dançar."

Outro techo interessante: "Mauro Freitas levou Tonny para tomar conta do estúdio MProduções, ‘onde conheci o Chimbinha, que na época era apenas Cleidivam.’ Foi na MProduções que Tonny conheceu o baixista castanhalense Edir Alves, ‘que para mim é um cara essencial na história da brega: foi o Edir que colocou a batida do calipso no brega, marcada por três cordas de guitarra. O calipso já está lá no Elvis Presley, em várias músicas, mas ali a batida era feita pelo piano."

"Tonny foi o produtor de ‘Majestade Sabiá’, terceiro disco de Roberto Villar, onde pela primeira vez se fez o chamado brega melody."

"Por esta época, o jovem Tonny, de apenas 22 anos, resolveu se arriscar nas gravações, e dividiu um disco com a cantora Anna Di Oliveira. Duas músicas estouraram, entre elas ‘Lana’, de Tonny, com letra em inglês: ‘Foi a primeira música feita 100% com instrumentos eletrônicos, principalmente teclado. É a primeira representante daquilo que, anos depois, o Rosenildo Franco chamou de tecnobrega’. (...) Para se ter uma idéia da importância que Tonny adquiriu no atual cenário do brega paraense, basta dizer que ele já fez cerca de 2000 músicas, 700 delas gravadas por artistas como Banda Calypso, Wanderley Andrade e Gaby Amarantos. ‘Não componho com violão, e sim com teclado. Na verdade, às vezes estou na rua, e a música já vem pronta, com melodia, letra e arranjo, e aí tenho que correr para casa e finalizar no teclado.’"
Reportagem na íntegra.

O cara é mesmo fera e não se pode negar. Ao mesmo tempo, com bem menos informações sobre carreira e tudo mais, tem Junior Rego:
O primeiro tecnobrega na história da música paraense



O que acham? Eu não tomo partido de ninguém, mas achei bastante interessante saber disso tudo.
Beijos, bom domingo people!

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