28 de set de 2010

Fernando Mendes

Fernandinho nasceu em Conselheiro Pena - MG. Destacou-se nos anos 70 com a música "Cadeira de rodas" (em um site de música diz que é de Odair José...) chegando a vender mais de um milhão de cópias. Pra mim ele é como um José Augusto, Gilliar, Reginaldo Rossi, pois tem músicas com letras românticas e de realidade, juntas com um ritmo bem gostosinho de dançar, lento e envolvente. Hoje trago pra vocês o grande sucesso dele e outra música bastante conhecida, mas que teve maior visibilidade e menos preconceito gravada por outro músico.

Cadeira de rodas:

Pra baixar!

"
Sentada na porta
Em sua cadeira de rodas ficava.
Seus olhos tão lindos,
Sem ter alegria,
Tão triste chorava. (nessas horas você, que tem boa saúde física e vive reclamando da vida, pára e pensa direitinho no sofrimento de outras pessoas que não tem isso)

Mas quando eu passava
A sua tristeza chegava ao fim. (aah, que lindo, nada como o amor)
Sua boca pequena,
No mesmo instante,
Sorria pra mim.

Aquela menina era a felicidade
Que eu tanto esperei,
Mas não tive coragem e não lhe falei (né fogo? quando rola sintonia ele não vai atrás, oooolhe)
Do meu grande amor e agora,
Por onde ela anda, eu não sei. ("não deixe para amanhão que você pode fazer hoje")

Hoje eu vivo sofrendo e sem alegria. (perdeu a chance de ser feliz, djiota)
Não tive coragem bastante pra me decidir.
Aquela menina em sua cadeira de rodas
Tudo eu daria pra ver novamente sorrir. (homem frouxo não dá)"


Você não me ensinou a te esquecer:
1) Por Fernando Mendes


Pra baixar!

"Não vejo mais você faz tanto tempo
Que vontade que eu sinto
De olhar em seus olhos, ganhar seus abraços (isso é tão bom...)
É verdade, eu não minto (eu também não minto)

E nesse desespero em que me vejo
Já cheguei a tal ponto (senta que lá vem o babado)
De me trocar diversas vezes por você (virou travesti?)
Só pra ver se te encontro

Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la (eu adoro essa parte, é tão "me ame por favor", última cena da novela no sábado)

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer (perfeito, ninguém ensina isso)
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo (vai pra ilha de lost)
Buscando em outros braços seus abraços (e nunca consegue, fatão!)
Perdido no vazio de outros passos (isso é péssimo)
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho (gente, é sofrimento demais)"


2) Por Caetano Veloso


Discutindo isso com meu pai, outro amante da música, chegamos na seguinte conclusão: quem faz um estilo musical muitas vezes não é a letra, o ritmo ou público alvo da música, mas sim o intérprete, o cantor. Nesse caso Fernando Mendes já é tido como um cantor brega e ponto final. Ele pode cantar ópera, pagode, forró, MPB (brega é, mas espero que vocês entendam o que eu quero dizer), rock, qualquer ritmo, mas sempre estará associado à breguice, ao tosco. Como Caetano gravou , "é chique", "é moderno", "aaah, com Caetano é diferente". Né nada!! Infelizmente isso acontece. É o mesmo caso de Maria Bethânia cantar "É o amor" mas ser considerada chique, diferentemente de Zezé & Luciano. Bom, "essa é minha verdade, meu jeito de amar". Beijos!

2 comentários:

  1. É a mais pura verdade. Penso ser tudo a mesma coisa o que muda é só o ritmo, as letras da MPB, Rock, Forró, Brega, Pagode, Bossa Nova, Jazz, Folk, etc. falam sobre a mesma coisa: sexo, gaia, solidão, prazer, alegria, saudade, desejo, etc. e as pessoas têm mania de diferenciar e cuspir seus preconceitos. Até a música clássica instrumental também os compositores descarregavam seus desejos, revolta e paixão. Deus não fez ninguém igual a outro como pode alguém compor igual? Como seria a vida se só existisse um ritmo? E se só existisse uma cor? E se todos tivéssemos um mesmo nome? E se só existisse um gênero de filme? E se só existisse um tipo de dança? E se só existisse um tipo de alimento? Creio que Deus nos fez diferentes para fazermos algo diferente, ou seja, usar a criatividade para o bem.

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  2. Que comentário lindo de meu deus esse acima! Concordo em gênero, número e "degrau"!

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