22 de jul de 2012

Banda de Gaby Amarantos em Recife


O título desse post pode até ser estranho, mas no decorrer das palavras sinceras aqui vocês irão entender. Primeiramente não existe cantor sem banda (exceto no playback de Jennifer Lopez), afinal, cantor não ascende profissionalmente sozinho. Pode ter carreira solo como for, mas se o cara do violão não tocar bem a música não anda. É exatamente dessa maneira que quero mostrar como foi o dia com o pessoal da banda de Gaby Amarantos.
Antes mesmo de saber o dia certo do show de Gaby já havia comentado com Gleidson, um dos guitarristas da banda, que gostaria de conhecê-los, coisa que não consegui fazer no show do carnaval desse ano. Mensagem vai, telefones vem, Gaby e banda aterrisam em Recife para o show de comemoração dos 2 anos do Brega Naite, festa promovida pela Golarrole para celebrar a cultura brega. Benny, percussionista da banda, me liga dizendo que eles haviam chegado. Por aí já senti que meu final de semana teria algo especial. De tarde fui ver os meninos e num momento tiete cada um autografou meu cd Treme e  tirei foto. De lá fomos pra passagem de som no Clube Internacional, local do show. Na van Félix (feliz é mais fácil de dizer) mostrava seu lado irreverente, ri horrores. Benny era o bagunceiro da história. Dava pra perceber o clima de amizade que de fato existe na banda.

Parabéns aos 2 anos do Brega Naite

A passagem começou e eu já tava me arrepiando só de pensar em ver e ouvir tudo aquilo ao vivo. Músicas como "Chuva", "Merengue latino", "Faz o T", minhas preferidas do cd Treme ali, na minha frente. Era quase impossível acreditar, mas quando você busca as oportunidades elas aparecem e se concretizam. Aí vem o gente boa do Felipe Cordeiro, guitarrista paraense arretado pra passar o som da sua participação. Não havia ido pro seu show aqui em Recife, mas o principal consegui: uma foto, um vídeo e troca de palavras, até então (só faltou o cd né Felipe? hahaha). Gaby não estava, o que fez me aproximar mais da banda e das backing vocals (Camila e Gigi) visto que o foco ali não era ela. Gleidson, o que eu aperriava desde o princípio pra dar um jeito de conhecer a banda, é um fofo, simpático, carinhoso, atencioso.

Passagem de som de Felipe Cordeiro

 Hora do show e meu amigo Flávio Nascimento trouxe presentes para Gaby (segredo). Tentei com que ele visse Gaby antes do show para entregá-la o presente, mas não deu. Começou o show, aquela alucinação toda, eu quase chorando de emoção e Gaby começou o momento "Roberto Carlos", entregando flores pra pessoas especiais. Pra quem elea entrega? Pra Flaveetcho, como ela mesma citou (codinome de Flávio). E o presente aí foi entregue, de forma repassada, mas tudo bem. O show em si foi perfeito, tocou de tudo, até "Terra samba não é nada mal" e tantas outras que não teriam nada a ver com brega, mas que com Gaby e banda tem. Na verdade eu não sabia se gritava, cantava, filmava, pulava, só sei que eu tava toda arrepiada e se brincar fiz tudo isso ao mesmo tempo.
Vida de empreguete

Show terminado, começa o sufoco pra ver Gaby. A produção do evento não deixou, então apelei pro meu amigo Benny, sempre gente boa (né nego, lindo, princeso, amigo, anjo...) e aí foi, Benny levou eu, Flavio e uma amiga de Flavio para o camarim. Benny nem os conhecia, mas já foi logo perguntando do show, nos acomodando pra esperar Gaby. Claro, camarins separados, um pra banda, outro pra vocalista, normal. A imprensa tava com foco nela e eu ali, meio que fugindo desse foco, queria ver e abraçar os meninos pela última vez. Gigi, uma das backing, tava lá arranhando um pernambuquês pro nosso lado, outra que mesmo sendo da área do samba está muito bem entrosada pra um primeiro show, mostrando talento assim como os outros. Depois de um tempinho os 3 fãs foram pra porta do camarim de Gaby, esperando do lado de fora a mando do produtor. Depois de sabe lá deus quantas entrevistas e fotos Gaby sai na pressa. A gente louco "peraê, a gente quer tirar foto com ela., é rápido" e nada feito. Gaby, simpática, linda, amiga e humilde como sempre, parou e falou com cada um. Flavio que queria explicar o presente mal teve tempo de conversar, mas recebeu um abraço caloroso e um sorriso que creio que ela jamais esquecerá. Eu no desespero "Autografa meu cd" e Gaby veio pro meu lado e disse "Ô minha flor, desculpa. Tenho que ir, tô muito cansada. Beijo.", dando um abraço mais forte que seu sucesso. A sensação que fica, além de felicidade, é que quanto mais fama menos pedaço do artista a gente tem. Da vez que a conheci e conversei foi tão mais tranquilo, saudade...O tempo é mais curto pra fã e mais longo pra jornalista, que muitas vezes não gosta nem do ritmo nem da cantora, mas tá ali pra cumprir a função. Próxima graduação: Jornalismo!
Pra fechar ainda vi Felipe Cordeiro novamente. Sei que haverá uma troca de cds, o dele pra mim e uma coletânea que fiz só com sucessos brega pernambucanos (inclusive deixei um com a banda de Gaby), pra ele. "Bom, eu sou formado em Filosofia...", "Ah é, e eu em Psicologia, olhaí", "Então pretendo fazer um livro sobre o mundo brega. Não é um livro apenas...", "Uma enciclopédia, eu topo!", mas só lá pros teus 40 anos é Felipe? Aff, quero esperar isso tudo não. Foi uma conversa rápida sobre o cenário brega atual, o modo como as pessoas estão vendo e aceitando o brega, ideias estão surgindo por aí.

 Juro como queria não escrever muito, mas algumas coisas aí eram necessárias. Estou muito feliz pelo fato de ter conhecido a banda, como muitas vezes (não desmerecendo Gaby, NEVER), mas muitas vezes a mídia foca-se apenas numa parte do sucesso. Quem aqui num acha massa quando na chamada da novela Cheias de Charme a guitarra de Félix faz o "tã rã rã"? Já comentei com Diego (baixista), Gleidson e Benny o quanto o instrumental do cd está perfeito. O quanto cada detalhe faz um diferencial na música, deixa a mesma mais rica, mais gostosa de se ouvir. Me prendi a banda porque era isso que eu já queria, que eu já admirava e hoje já sinto saudade. Queria reviver essas 12h sempre que possível, mas graças a memória essa lembrança sempre estará comigo. Desejo sucesso, alegria e humilde pra todos, vocês estão no caminho certo. 
Beijo grande da fã e amiga,
Luana Alves.

7 comentários:

  1. Aaaaaaaawnnnnnnnnnn..
    arrasou demais.
    Pois é. Vou ver se faço jornalismo também, pq olha...

    Falou tudo aqui:

    "O tempo é mais curto pra fã e mais longo pra jornalista, que muitas vezes não gosta nem do ritmo nem da cantora, mas tá ali pra cumprir a função. Próxima graduação: Jornalismo!"

    ResponderExcluir
  2. Belo post.
    Muito obrigado por todas as considerações, Luana.
    Sempre to lendo o blog. Curto bastante.
    Grande beijo e até a próxima!

    ResponderExcluir
  3. Ô Diego, obrigada!
    Até a próxima mesmo e espero que não muito longe.
    =*

    ResponderExcluir
  4. Você escreve tão bem que ao ler eu me senti como se estivesse ao seu lado presenciando tudo e pude sentir um pouco desse momento bom que você viveu.

    ResponderExcluir
  5. Obrigada "Anônimo". Quem dera todos os fãs pudessem viver o que eu vivi nesse dia =)

    ResponderExcluir
  6. Olá, adorei o seu blog, não sou muito de música brega não, mas pesquiso muito sobre ritmos musicais e os "samplers" do tecnobrega tem que ser muuuuito aproveitados na música brasileira. Faz uma diferença tremenda! E cá pra nós, chegar em Belém, sentir aquela mistura de cheiros da floresta, aqueles gostos maravilhosos ouvindo bossa nova não dá, tem que ser tecnobrega sim, e de preferência... Rubi, nave do som, <>
    Adorei esse post, pois realmente, a mídia sempre foca o vocalista e sem uma banda boa... nada acontece. A banda da Gaby é excelente, eu focaria no Sandro Negrão, ele é o cara! Senti falta de comentários e fotos dele!
    Beijos e realmente você escreve muito bem!

    ResponderExcluir
  7. Obrigada, "anônimo". Adoro saber que pessoas que muitas vezes não curtem o brega de fato respeitam e se interessam pelo gênero. Sim, Sandro é muito bom e estou devendo um cd pra ele que Benny, o percussionista, não entregou... hahahaha.
    Obrigada mais uma vez pelo elogio. Abraços!

    ResponderExcluir