2 de out de 2010

Debate não eleitoral

Ainda bem. Depois de assistir a todos, deu pra perceber que no último já nem tinha mais graça, não tinha Plínio que desse gás. A conversa era sempre a mesma, as mentiras e ameaças também. Quer dizer, o twitter era uma ótima ferramenta para acompanhar os debates, seja pelos elogios às frases decoradas, sejam pelas críticas às roupas dos candidat@s. Pegando carona nisso tudo, hoje sem querer, pois o twitter tem disso - permite a você conhecer novas pessoas, adquirir conhecimentos, além de estimular o lado fofoca/curiosidade - comecei a conversar com Maurício (@mauriciopenedo) sobre música e preconceito, mais ou menos por aí. No final das contas, achei interessante postar aqui porque é algo que eu concordo também. É o poder dos 140 caracteres. E viva a democracia musical! \o/

MP: Nada é mais engraçado do que pessoas que escutam emos estrangeiros pagando de maduros e evoluídos, xingando o Restart.

Eu: É que nem ouvir algumas músicas de Strokes e não perceber as raízes tecnobregas (e do bolero) no ritmo.

MP: Ou simplesmente negar as raízes, porque é mais fácil. Fechar os olhos. A franja nos EUA pode. Aqui não.

Eu:
Pura verdade. Negar as raízes é discriminação, é frescura. Achar que as coisas do Brasil não prestam é coisa de gnt fraca.

MP:
Cada um pode ouvir o que quiser, o que lhe faça bem. Mas burrice e cegueira serão sempre burrice e cegueira.

Eu:
Livre arbítrio musical, concordo. Mas uma coisa é vc ñ gostar d "tal" e outra é vc dizer q "tal" é pobre, feio, "a morte".

MP:
Concordo. São os modelos muita gente insiste em usar. Metal é coisa de "perturbado", brega é "mundiça", pagode de "pinguço", etc

Eu: Os estereótipos de sempre. Isso ao mesmo tempo é "economia cognitiva" como preconceito mesmo. E qual a tua vibe musical?

MP: Eu cresci ouvindo Metal Extremo. Costumo dizer que ouço de tudo, hehe, mas deitado, ouvindo no headphone, é rock/metal/mpb. Mas ouvir e discutir música é uma das coisas mais produtivas que existe. E tu, ouve o que? (em 2 tweets, kkkkkk)

Eu:
Rapaz, ouço tudo. Cresci ouvindo mpb, samba, forró, dps acrescentei brega, pop... o rock depende do contexto, mas gosto tb.

Depois da sugestão de colocar essa pequena conversa aqui no blog, pedi a ele alguma música pra eu postar também. Na minha cabeça eu queria que fosse brega. Eis que ele manda:


Respondi que "
Eu queria um breguinha...". Aíii foi que percebi que eu não havia especificado qual estilo eu queria. Duas coisas engraçadas aconteceram então:
1) Eu toda cheia de princípios e focada no meu gosto musical queria que fosse brega... e não foi.
2) MP:
Hahahaha, aí realmente não poderia ajudar em nada...
Ou seja, há "males" que vêm para o bem mesmo. A música sugerida não foi brega e, logo de cara, eu me frustrei porque pensei "meu blog não é sobre esse estilo musical". Que bom, que isso aconteceu, senão todo o nosso discurso de "você pode ouvir o que quer" ia por água abaixo. Gostei! =)

4 comentários:

  1. Esse papo rapidinho foi apenas uma amostra de que é perfeitamente possível produzir um debate atual (né, Plínio? calote em dívida es fueda), concreto (né, Marina?) sob um assunto tremandamente batido, mas que nunca deixa de ser pertinente (música, política?). Basta se buscar foco. Espero que tenha sido o primeiro de muitos papos, moça!

    ResponderExcluir
  2. E justamente sobre assuntos que aparentemente não tem a ver, mas que dá pra fazer conexões sim! I hope so. =)

    ResponderExcluir
  3. Adoro essa musica.
    E vou tentar reduzir meu preconceito contra seu novo blog. Acho que é porque eu já tinha um carinho pelo outro, ai abusei desse antes de avalia-lo com carinho.
    Mas gosto das coisas que você escreve, mesmo esta não sendo minha temática favorita. =]

    ResponderExcluir
  4. Falando em carinho pelo outro, vou postar agorinha, bem lembrado, rs. E um dos meus objetivos com esse blog é justamente isso,diminuir um pouco o "preconceito" com o brega,tadinho. =)

    ResponderExcluir